sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Resenha: O TEOREMA KATHERINE

Hey, pessoal! Um dia fui para um almoço de Natal em Campo Alegre (SC) e por mais triste que foi ficar o dia inteiro sem crédito e sem wifi, eu tive a sorte de levar o livro O Teorema Katherine de John Green. Por um bom tempo a capa do livro e a sinopse do livro gritavam: "ME COMPRE!", e eu não resisti. Fazia uns dois meses que eu comprara o livro, ficou parado na minha estante um bom tempo e com toda certeza foi o melhor dia para eu ter lido este livro.

Sem spoiler, vamos começar:
  • Uma das coisas mais interessantes que até quem não leu sabe, é que Colin Singleton já namorou dezenove Katherines, e por incrível que pareça, todas terminaram com ele; 
  • Colin e seu melhor amigo, Hassan (que é um estranho muçulmano que acima de tudo é um comediante em tanto, tem uma facilidade de não fazer nada e não levar a sério absolutamente nada, como ele mesmo diz: adora ficar em casa coçando o saco!) resolvem fazer uma viagem pelos Estados Unidos em busca da cura da última desilusão amorosa de Colin por K-19 (Décima nona Katherine); 
  • O que eu mais amo no livro é que você aprende um monte de palavras de outras línguas, já que Colin é um garoto prodígio que é fluente em onze línguas; 
  • Ele ensina muita coisa no livro, coisas que você nunca imaginaria conhecer, como por exemplo: Nikola Tesla, um grande inventor, amava um pombo da mesma forma que o homem ama uma mulher; 
  • Ele é o mestre da criação de anagrama; 
  • Colin tem muita necessidade emocional de se tornar um cara importante (famoso, como é citado no livro) e ele se importa muito em deixar de ser um garoto prodígio e virar um gênio; 
  • Colin como Gus de A Culpa é das Estrelas tem medo do esquecimento; 
  • Colin e Hassan falam muito "fugging", "fugger", "fug" e tal... que é a mesma coisa que fuck; 
  • Colin passa o livro todo tentando convencer o Hassan a entrar na faculdade, já que ele ficou sem estudar por um ano; 
  • Basicamente todo o livro se passa numa cidadezinha no interior do Tennessee; 
  • O livro tem muita coisa rosa no enredo (e, não que o livro seja clichê, mas a Hollis, que é mãe de Lindsey.); 
  • Lindsey é uma garota caipira que aparece na vida dos amigos prodígios, cujo seu namorado também se chama Colin, só que O Outro Colin (como os garotos o chamam no livro, abreviando com OOC) é um babaca; 
  • Colin tem seu momento eureca e, resolve criar um Teorema para descobrir a probabilidade de ser Terminante e Terminado numa relação, baseado nas características das Katherines e de Colin; 
  • Mesmo Colin tendo mais potencial linguístico, o seu estudo baseado nos seus relacionamentos são matemáticos (até tem uma fórmula enorme pra chegar nessa conclusão) e o livro tem muitos gráficos.
Eu amo escrever, mas a coisa que eu mais admiro e invejo no John Green é a intimidade que ele tem e expressa com seus personagens. Tenho ainda muita dificuldade em conhecer cem porcento os meus personagens. Acredito que John tem muito de querer mostrar que se pode fazer a diferença no mundo e, eu tenho muita dificuldade em acreditar que os personagens dos livros que li dele, sejam esquecidos, não consigo conviver com o fato de que (1) eles não são reais, e (2) de pensar que alguém consiga esquecê-los até porque eles deixam claro o tempo todo de que querem fazer a diferença no mundo.

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